Depois do pedido e do sim, a questão mais importante é "Onde é que vamos casar?" Quando voltámos de férias, eu e a T. tivemos uma semana dos diabos por isso no sábado fomos tomar o pequeno almoço fora para respirar um pouco de ar puro. E começámos a falar de datas. Decidimo-nos por duas, sendo que uma delas seria um plano de contingência porque ambos preferimos a primeira.
E pôs-se a questão... Onde? Ela é da Margem Norte e eu sou da Margem Sul. Os meus amigos são de Lisboa e os dela da Margem Sul. Estava aqui uma logística complicada... O primeiro sítio em que pensei foi o Convento do Beato, por ser em Lisboa, por ser bonito e por ser uma zona que pessoalmente me dizia qualquer coisa. Ainda nesse dia, metemos a ideia de parte. Só podíamos casar lá se fizéssemos lá o copo de água e, apesar de ser um sítio pra lá de maravilhoso, não queríamos. Começámos, então, a ver quintas, tanto na Margem Norte como na Margem Sul.
Havia duas premissas que tinham que ser correspondidas. Tinha que ter relva com fartura, para os putos (que vão ser mais de 10) poderem correr à vontade e não podia ser uma tenda, porque eu não gosto de tendas para o copo de água. E depois não podia ter más referências na net e não podia ser extremamente longe da igreja do casamento. Passámos o Sábado à tarde nisto. Começámos com uma escolha de 6 quintas. Só 4 tinham a nossa data disponível. 1 na margem Norte e 3 na Margem Sul. A da Margem Norte íamos ver no dia seguinte e as 3 da Margem Sul no fim de semana seguinte.
No domingo, lá fomos para a Aldeia do Juso (Cascais) ver a quinta. Linda, espectacular, cheia de relvas, sombras e pouffes e sofás e tudo o que sempre imaginámos. A sala grande, cheia de truques e de coisinhas a pensar nos noivos e nos convidados. Menu fraquito mas cheio de extras. E caro. Mas saímos de lá extasiados. Passámos uma semana a comentar que ia ser difícil "destronar" aquela quinta. Entretanto arranjámos mais duas para visitar, uma na Margem Norte e outra na Margem Sul e uma das quintas não respondeu aos nossos pedidos de visita. Resultado, tínhamos 3 quintas para visitar no sábado e uma no domingo.
9 da manhã de sábado, estávamos à porta de uma quinta, nos arredores do Montijo. Mais pequena, mais simpática, menos elitista, mais "honesta", com um menu melhor e MUITO mais barato, com mais flexibilidade no próprio menu, com uma sala pequena mas acolhedora, com poucas sombras mas passível de se arranjar, com um quarto para a noite de núpcias e 4 quartos para convidados... Melhor que a outra. 11 horas, estávamos à porta de outra quinta, no Poceirão. Esta não tinha vaga mas tinha tão boas referências e o senhor era tão simpático que sim, lá fomos. E a quinta é realmente linda. Com uma vista do camandro, detalhes muito interessantes, bons menus a preços razoáveis, mais caros que no Montijo mas mais baratos que em Cascais, uma apresentação magnífica mas menos oferta. Não foi UAU. Mas compreendemos o motivo de tão boas referências. 14 horas, depois de almoçarmos duas sandes e dois sumos por 21,50€ (momento FODA-SE do dia), estávamos a ver uma quinta em Sintra. Já lá tinha estado. Foi a única chance que dei a uma quinta com tenda. Não era de todo o que nós queríamos mas pareceu-me ter o melhor menu de todos, apesar de ser muito caro. Foi logo chumbada.
Domingo só tínhamos uma visita às 10 em Palmela, numa quinta aconselhada por uma colega de trabalho que casou lá, pelo que pegámos na sogra e lá fomos nós. A T. ia completamente sem fé, depois das quintas fantásticas que já tínhamos chumbado. Eu ia céptico, mas meio na brincadeira disse-lhe que esse é que era o espírito, porque se a quinta fosse boa a surpresa era ainda melhor. E a quinta era MUITO boa. Tem de longe a melhor vista, é de caras a mais bonita e tem um menu perfeito exactamente como nós queremos. Mas é tão cara como a quinta de Cascais e tem imensas escadas, que são um perigo para convidados e (especialmente) crianças. Ainda vacilámos. Ficámos na dúvida entre a do Montijo e esta. Eram na nossa opinião as melhores quintas que visitámos. Têm ambas pontos contra e muitos pontos a favor. Depois começámos a fazer contas e a pesar os prós de uma e outra e optámos pela do Montijo. Na realidade, a questão das escadas é condição eliminatória, mais do que os 25€/pax de diferença. Se para irem brincar os putos têm uma escadaria para descer e para comer ou ir à casa de banho têm uma escadaria para subir, inevitavelmente a meio do dia íamos ter um puto a chorar porque caiu nas escadas. E nós não queremos isso. Se se esbardalhar todo na relva e chorar por isso, a coisa ainda passa. As dores ao fim de 10 minutos já não existem. Mas partir um braço ou uma perna porque caiu escada abaixo não é opção.
Agora eu pergunto... O que é que eu tenho que pedir, exigir, perguntar e informar no que à quinta diz respeito? Help please!