Naquele dia em que te convidei para tomar um café, além de não esperar, de todo, que aceitasses, não esperava que o meu coração, tão recentemente quebrado por uma outra pessoa sem coração, começasse a bater tão rapidamente. Não foi no primeiro momento em que te vi. Não foi amor à primeira vista. Mas à primeira vista, agradaste-me logo. Mesmo descomposta e mal vestida, nas tuas palavras. Não podia ser mais falso.
Foi ali, naquele banco, naquela mesa, naquele café em frente àquela loja, naquele sítio específico, que eu te conheci. Depois passeei contigo pela própria da loja, enquanto falávamos. E depois ainda fomos jantar. E foi aí que se começou a gerar a química. Três horas depois quase correram connosco, pelo que pegámos no carro e fomos conversar para o pé de tua casa. Quando cheguei a casa, já estava convencido, mas queria tirar a prova dos nove.
A magia aconteceu no dia seguinte. De barba feita e aparada, meti pés ao caminho e fui buscar-te à porta do trabalho. Levei-te àquele sítio onde já jurei que não te ia pedir em casamento, ofereci-te o jantar e tu ofereceste os copos a seguir, naquele spot onde tivemos o rendez-vous com a barata. Depois de uma desilusão por não podermos ir para o único sítio que realmente queria ter ido naquela noite, desde que fosse contigo. Mas voltemos ao date. Foi no spot que tirámos a nossa primeira foto juntos, aquela que hoje emoldura o móvel da nossa sala. O nosso sorriso não engana. Já estávamos apaixonados. Mas, pelo menos eu, não tanto como estou hoje!
Porque o que eu escrevi no nosso quadro é exactamente aquilo que eu sinto, meu amor. Um profundo agradecimento por estes momentos maravilhosos que passámos e continuaremos a passar juntos. Sempre juntos. Como um só. E talvez pró ano que vem, quando deixarmos de ser dois e passarmos a ser três (ou quatro, quem sabe?!?), continuaremos a ser os dois tontinhos que atiramos piadas um ao outro e desatamos à gargalhada por dá cá aquela palha, mesmo naqueles momento só nossos no meio dos lençóis.
Love u T!