Casei há 15 meses e 15 dias. exactamente. Hoje de manhã, ao fazer uma tarefa rotineira de que eu não gosto, lembrei-me disto. E sorri. E resolvo partilhar com vocês agora.
Não gosto de cortar as unhas. Nunca gostei, acho que nunca vou gostar. Não gosto das unhas demasiado grandes mas detesto cortar unhas. Seja na mão ou no pé. Vá-se lá perceber o que me vai na cabeça. As do meu filho, conto pelos dedos de UMA mão as vezes que as cortei.
No dia do meu casamento, acordei cedo, tomei banho e cortei as unhas das mãos e dos pés. Em dia de casamento, um homem deve estar no seu melhor. E eu lá fiz esta tarefa que tanto me desagrada com gosto, para variar. Depois, fui ao cabeleireiro dar um jeito final no corte, barba e penteado. Depois disso a sessão de fotografias sozinho, com família e amigos. Depois disso a viagem para a Igreja, todos aqueles abraços e fotos. A cerimónia, linda que só ela. A saída da igreja e mais abraços, beijinhos e outras felicitações. E as fotos. E depois a viagem até à quinta. Casado, com a recém-esposa pela mão, entro no carro do meu sogro e preparamo-nos para a curta viagem até à quinta.
Eis senão quando esposa amada me pergunta "Porque é que tens uma unha comprida e as outras todas cortadas?". Mudei de cor algumas cinquenta vezes no espaço de um segundo, enquanto olhava para a mão direita e verificava horrorizado que me tinha escapado uma unha. A do dedo anelar. Lá estava ela, grande e tão feiosa, ao lado de quatro outras unhas cortadas rentes e certinhas, com todo o pouco esmero que lhes tinha dedicado naquela manhã.
Hoje pergunto... Os 130 e tal convidados, dos quais mais de metade estiveram em minha casa na recepção, não sabiam ter-me dado um toque para tratar do assunto? Ou será que ninguém se apercebeu que, na mão do noivo, o Actor Principal daquele dia, uma unhaca comprida (mas lavada tá?) espreitava a demonstrar a desarmonia e nervos que iam na cabeça do homem?






