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2015/10/12

Uma noite com... DMB

Ontem foi dia de concerto de Dave Matthews Band. Os bilhetes, comprados desde Março, ardiam na gaveta onde estavam arrumados e todos os dias berravam para serem libertados. Alto e bom som! Ontem finalmente saíram à cena...

Quando cheguei ao Pavilhão Atlântico, meia hora antes da abertura dos portões, a fila para entrar era pequena. Quando entrei para o Balcão 1, foi fácil arranjar um lugar na primeira fila com vista priveligiada para o palco. As pessoas eram ordeiras e não eram assim tantas.

Às 20:15 o concerto começou. Tocaram uma hora e meia e disseram que iam fazer um intervalo e já voltavam. Voltaram passado cerca de 40 minutos, tocaram mais hora e meia, fizeram um encore de duas músicas e terminaram em alta, com o Ants Marching, uma das minhas músicas favoritas.

Resumindo e concluindo, aqueles 7 moços (Dave Matthews, violino, guitarra, baixo, trompete, saxofone e bateria) deram um concerto do camandro, com tudo aquilo a que temos direito, com todas as músicas mesmo boas, com direito a single novo e algumas pérolas, como o famoso "Sexy motherherfucker, shakin' that ass" em uníssono com o público. Faltou o "All Along the Watchtower" do Jimi Hendrix e/ou o "Love of My Life" do Santana, que são covers que eles costumam tocar e que me deixariam doido. Tornaria o concerto perfeito! Mas assim já foi espectacular, o melhor concerto da minha vida. Saltou por cima de Rammstein e Pearl Jam, facilmente. E agora lá está, milhas à frente dos outros, à desafiar as outras bandas que eu adoro a subirem o nível!


2015/10/06

O brilhantismo em letras...

É comprido, mas vale a pena! Maravilhosamente dissertado pelo meu grande amigo Manteiga. Mesmo à distância, directamente da Tailândia, uma análise brilhante e lúcida das nossas eleições. Não concordo com tudo, mas a análise dele está espectacular!

Legislativas de 2015: baralha e volta a dar.

Com os resultados das Eleições Legislativas de 2015, estamos perante um cenário que a imprensa internacional tem classificado de imprevisível: Portugal é o primeiro país a votar maioritariamente num partido (ou coligação) que sendo governo no anterior mandato, conduziu o país a severas medidas de austeridade para poder pagar um empréstimo requerido à nossa querida Troika. Tanto na Grécia como na Irlanda, os governos que assinaram estes acordos com o FMI ou Banco Central Europeu, acabaram por sofrer derrotas expressivas, mas em Portugal os eleitores gostaram tanto destas 50 Sombras de Grey, que estão dispostos a levar mais umas chibatadas nas nalgas durante uns anos...
As sondagens bem avisavam o que Portugal se preparava para fazer no regresso às urnas, mas alguns de nós teimávamos acreditar que tal resultado fosse possível. No entanto, eu julgo que este resultado vai trazer um período de incerteza no país que apenas o novo Presidente da República, a ser eleito em meados de 2016, poderá resolver.

Ora vejamos, tudo começa com o facto de que quase todos os partidos "ganharam" ontem, a julgar pelos comentários dos seus líderes. A coligação Portugal à Frente ganhou porque foi quem teve mais votos e terá mais deputados no hemiciclo (104 dos 230, faltando ainda apurar 4 provenientes de votos do Estrangeiro); O PS ganhou porque com este resultado a coligação Portugal à Frente não tem maioria absoluta; O Bloco ganhou porque conseguiu 19 deputados (mais de 10% dos votos, depois de ter estado em queda desde as legislativas de 2009); a CDU ganhou porque fica com mais 1 deputado do que tinha antes; O PAN ganhou porque conseguiu um inédito deputado pela primeira vez; o Livre ganhou porque obrigou a um diálogo e uma convergência à esquerda (mas só até descobrir que afinal não iam eleger o deputado por Lisboa); e todos os outros foram ganhando mais ou menos durante a noite.

Bom, eu tenho para mim que a grande maioria destes partidos acabou por sair derrotado. A coligação PSD/CDS termina este acto eleitoral com menos 700 mil votos que em 2011 e sem muito por onde escolher em termos de parcerias governativas; O PS não conseguiu capitalizar o descrédito no Governo PSD/CDS que o eleitorado português demonstrou nas Europeias (onde só conseguiram 27%) e foi sempre a cair nas intenções de voto desde que António Costa assumiu a liderança (nem sequer vão ter mais deputados que o PSD); À CDU eu esperava uma votação muito mais significativa, mas acabou por ter quase o mesmo número de votos de 2011, o que leva o PCP a ser o 5º partido em termos de deputados na Assembleia; O Livre, com toda a aposta em propaganda e tempo de antena dado pela comunicação social, acabou sem deputados e com metade dos votos que teve nas Europeias  (onde houve menos 2 milhões de votantes do que nestas Legislativas); Marinho e Pinto não conseguiu aproveitar a boleia do "voto de raiva" que os Portugueses lhe deram nas Europeias (mais de 7% no MPT) e o PDR acabou vítima do voto útil, depois de apregoar ser uma alternativa ao "centro"; A coligação Agir ficou com pouco mais de 20 mil votos apesar da tentativa de grande cartada ao pôr a sua cabeça de lista por Lisboa toda nua na capa de uma revista. Se há vencedores desta eleição, julgando pela frieza dos números e pelas expectativas criadas pelas sondagens, são eles o Bloco de Esquerda e o PAN.

Agora, em Portugal toda a gente sabe que não se consegue governar sem maioria absoluta. Cavaco Silva levou com uma moção de censura em 1986 e nós com 2 maiorias absolutas do PSD, Guterres tentou através do diálogo (ou seja, não se fez muito) e acabou a comer queijo Limiano, Sócrates em 2009 não conseguia fazer passar PECs nem orçamentos de Estado, e tenho muitas dúvidas que Passos Coelho consiga manter um governo activo durante 4 anos. O Pedrinho não é muito de dialogar e, apesar de no discurso de ontem ter dado uma mão ao PS, duvido muito que António Costa se alie num Bloco Central (é demasiado orgulhoso para isso e o PS perdia a pouca vergonha que ainda tem). Ora, quando se começar a discutir o orçamento de Estado, as primeiras bujardas vão aparecer e, eventualmente, o Presidente da República vai estar sob pressão para demitir o Governo. Fala-se que uma super coligação de Esquerda poderia surgir mas PS/BE/PCP têm tantas diferenças e já tiveram tantas oportunidades no passado, que não me parece que tal aconteça. Resta dissolver a Assembleia se as comadres não se entenderem, mas como nos últimos 6 meses de mandato o Presidente não pode fazê-lo, teremos de esperar pela eleição do sucessor de Cavaco Silva. Vai ser um baralha e volta a dar para os Portugueses decidirem novamente e temo que a história se repita como em 1987.

Quanto a estas eleições, julgo que a abstenção, que tem vindo a subir ao longo das legislativas, deve ser devidamente analisada. Não faz muito sentido que hajam 4 milhões de eleitores inscritos que não votam e há com certeza acções que podem ser tomadas para ajudar a reduzir o problema. Há que criar um sistema que ligue o cartão do cidadão ao cartão de eleitor para que actualizações automáticas substituam as actuais revisões dos cadernos eleitorais. O processo actual é demasiado burocrático e demorado, principalmente para quem está no estrangeiro. É necessário registar no consulado, depois alterar a morada do cartão do cidadão e depois então fazer o recenseamento, isto 60 dias antes do acto eleitoral. A exemplo, a secção consular na Tailândia não tem a possibilidade de renovar o cartão de cidadão, que terá de ser feita em Portugal. No meu caso particular, que vou a Portugal 2 vezes por ano, o processo levaria uns 8 mesinhos. Tudo isto para poder exercer o meu direito de votar. E eu tenho a sorte de viver numa cidade com uma secção consular eficiente, pois nem quero imaginar nos casos em que o tratamento da documentação tenha de ser feita à distância.

Assim se justifica que estejam recenseados apenas 242.526 portugueses nos círculos do estrangeiro e que hajam taxas de abstenção como as das Legislativas de 2011, com 83% e das Europeias de 2014, com 98%! Outra agravante é que como o voto é enviado por correspondência, existem uma série de procedimentos a seguir para se poder votar com sucesso, procedimentos estes caso não sejam criteriosamente seguidos, serão considerados votos nulos. Se porventura te enganares no boletim, a CNE sugere o seguinte: fazer cruzes em todos os quadrados e enviar na mesma. O número de votos nulos em 2011 no estrangeiro foram de 4697, o que corresponde a cerca de 14%. E tenho a certeza que nem todos foram com desenhos de pilas. De todos os Portugueses que conheço a viver no estrangeiro, gostaria de saber quantos tiveram a oportunidade de votar nestas eleições, tendo em conta o que custa para exercer o seu direito. Fora da Europa existem os círculos eleitorais de África do Sul, Brasil, Canadá, EUA, Restantes países da América, Restantes países de África e finalmente Países da Ásia e Oceânia (onde eu e a Rafaela estamos inscritos). Vale uma garrafa de vinho a quem acertar no meu número de eleitor, tendo em conta que me recenseei no dia 30 de Julho.

Outra coisa a mudar, mas que terá de ser da responsabilidade dos partidos, será a forma de fazer campanha. Eu não tive oportunidade de seguir afincadamente a campanha eleitoral este ano, mas o pouco que vi limitou-se a sessões de apontar o dedo uns aos outros. Pouco se fala do que se quer para o país e as redes sociais acabam por ser um palco de injúrias proferidas entre os vários lados da barricada. Os posts do facebook e outros demais, revelam que afinal nós somos todos anormais, analfabetos, ingénuos, sado-masoquistas, fascistas, comunas duma figa, marcianos, cassetes, gatunos, cabrões e filhos da outra. Resume-se a isto a nossa política hoje em dia. E em grande maioria se deve à falta de conteúdo nos argumentos que são esgrimidos pelos nossos representantes (e aspirantes ao hemiciclo). Não é por falta de opção que as pessoas se deixam ficar em casa a ver a bola, porque desta vez tivemos 19 partidos diferentes (uns coligados, outros não) a concorrer às Legislativas. É mais pela falta de critério e credibilidade. Ainda vemos os nossos políticos da maneira errada: o Sócrates de 2005 era um grande homem, por isso se votava nele (não no PS), mas em 2015 não voto no PS porque andou cá o Sócrates mafioso e o Costa é amigo dele. E é em torno disto que gira a nossa campanha.

No final, o pessoal acaba por não despender 5 minutos a tentar perceber o que cada um propõe. Eu não quero aquilo que o PSD/CDS disseram que irão fazer, discordo de muitas das acções a que se comprometem porque ainda acredito que o Estado deva ser um mecanismo de redistribuição de riqueza e potenciador de uma economia estável e com consciência social. Estou me cagando que o Relvas seja um pelintra e que o Sócrates tenha feito o Inglês técnico em 2 dias. Agora, quem prejudica este mecanismo do Estado social para proveito próprio deve ser julgado atempadamente e é por isso que os Tribunais são um dos pilares da nossa Constituição. José Sócrates ou Paulo Portas têm de ser julgados e tomados como exemplo de que quem lesa o Estado (e consequentemente eu e tu) não passa impune. E que não estejam cá para ensombrar as próximas eleições, pois é isso que faz os portugueses votar sempre nos mesmos, ora uma vez à esquerda ora à direita, dependendo onde está o mau da fita. Espero que todos os Portugueses tenham a consciência tranquila e que se lembrem daquilo que lhes foi prometido por cada um dos partidos e que levou à sua escolha, e que antes das próximas eleições faça um balanço do que aconteceu. Eu tenho a minha bem limpa, de quem escolhe aquilo em que acredita e que até agora não me desiludiu, com a esperança que um dia seja capaz de alcançar a governação e mostrar ao país que a obra feita e a confiança depositada de muitas autarquias não são um mero outlier numa estatística que dá sempre os mesmos resultados.

2015/05/15

Vá pessoal...

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Tá quaaaaase!

Como rescaldo, esta primeira semana de trabalho foi intensa. Não em termos de trabalho mas em termos de emoções. Deixar o puto em casa da sogra e vir trabalhar cedinho pela manhã é um choque. Estava habituado a deitar-me às tantas, acordar às tantas e ter o resto do dia para fazer o que me desse na real gana. Desde que fosse saudável para o pequeno, claro.

Agora que voltei ao batente, estou deprimido, sem vontade nenhuma por enquanto. Isto vai ao sítio. Rapidinho, espero eu. Mas animado pela recepção de que fui alvo. Os meus colegas gostaram mesmo de me ver voltar... Sacanas!

2015/03/05

A propósito do último post...

Querem ver Silent Man a chorar?

De forma a que até a T. se assusta?

Não vão mais longe. Ponham este vídeo no Youtube. Só a música já me deixa emocional. O vídeo é só a facada!


2015/01/26

Rapidinha antes de terminar o fim de semana...






Dude... Just Saying! Se calhar, é porque eles são os melhores do Mundo. E não tu e o Neuer... Tá?

2014/07/14

News report!

Vou ser pai de um rapaz que se vai chamar G. A coisa vai-se passar lá para Dezembro, perigosamente perto do meu dia de anos. Já pedi à T. para, caso o puto queira nascer no mesmo dia que eu, fechar as perninhas com muita força e não o deixar sair. Felizmente ela concorda, porque quer que a criança tenha um dia só para ela. Aqui no trabalho já se vai sabendo e as reacções são sempre as mesmas. Um misto de surpresa e felicidade. 

Vou-me casar para o ano. Já estou a ver quintas e convites e outras cenas. O tema está escolhido e faz todo o sentido. As mesas já estão alinhavadas com base nas pessoas que vamos convidar e algumas até já estão adequadas ao tema.

Mas pera lá. Casar, Silent? Quando é que isso aconteceu?

Ora, foi nas férias. Tirei duas semanas, mas uma foi para ver anéis e para tratar de coisas minhas. Então comprei o anel para a T. e fez sucesso. O pedido foi feito no jantar do dia em que comemorámos mais um mês de namoro, em frente aos nossos amigos, no salão de jantar do hotel em que estávamos. Eu estava super nervoso e acabei por não fazer aquilo que tinha idealizado, mas sim aquilo que me saiu no momento. Mas ela disse "Claro que SIM" e depois, quando falámos sobre isso, até disse que foi melhor assim. E houve palmas suficientes para ficarmos ambos envergonhados.

Já temos algumas ideias para o copo de água, a quinta está mais ou menos escolhida, o menu também (de importante, falta só a entrada), agora vamos tratar da Igreja, dos convites e depois com base nisso, nos  marcadores, ementas e placard em conjunto com a quinta, que nos oferece o serviço. Oferece também um quarto maravilhoso para a noite de núpcias com jacuzzi e tudo, bem como 4 quartos para familiares ou amigos que possam vir de longe. Depois disso, música e fotógrafo, com a ajuda dos meus pais e do marido da madrinha do G., que é músico. Depois os brindes que estamos a preparar para os convidados, que já estão idealizadas (pelo menos a dos homens). Ao mesmo tempo, a T. está a recolher informações sobre uma ideia que temos que vai ser o MVP do copo de água, se for possível..

Tantas coisas a mudarem de uma vez... A minha vida já deu tantas voltas, tantas voltas. Já fui tão triste, tão sozinho, tão inconsequente, tão ignorado, que hoje olho em volta e vejo os olhos humedecidos de lágrimas da minha mãe quando olha para mim e para a T. e para barriga dela, vejo a felicidade do meu avô porque ainda vai ver o bisneto, vejo o meu pai feliz e cheio de ideias para nos apoiar, como a ideia das placas nos cruzamentos mais importantes a dizer "Silent & T" para os convidados seguirem e não se perderem no caminho para a quinta. Vejo os meus sogros todos felizes a mandarem bitaites. Vejo os meus amigos a virem ter comigo para quase me sufocarem com a força dos abraços que me dão. Vejo o olhar ternurento da T. quando se deita à noite ou quando acorda pela manhã que me faz derreter. Vejo a facilidade com que o amor me sai por cada poro, a felicidade no olhar quando acordo ainda meio rameloso e olho para o espelho da casa de banho... Tudo isto me dá vontade de chorar. De alegria. De saber que por muito fundo que nós desçamos e eu desci o mais baixo que é possível um ser humano descer sem ter uma depressão ou ficar pirulas, é sempre possível dar a volta e voltar a ficar na mó de cima. Houve muitos factores que levaram à minha queda abrupta e houve outros tantos que me fizeram voltar à superfície. Depois houve a T., ela e apenas ela, que me deu o impulso que faltava para eu levantar voo à velocidade de foguetão e agora pairar, feliz e contente, olhando de cima para tudo e todos os que me quiseram mal.

2014/05/23

Segunda vez que acontece esta semana...

Há todo um ritual quando chego ao trabalho. Ligar o PC, meter as duas passwords, deixá-lo a arrancar descansado, lavar a chávena do café, encher o termo de água fresca, fazer o café, beber o café em frente ao PC enquanto vejo o email e, se não houver nada urgente, um blog ou dois.

Estou a tomar o café agora, porque passei directamente de encher o termo para o email, sem passar na máquina do café. Estarei bom da cabeça?

2014/05/13

Eu sei que não é muito comum eu sair tarde...

Mas aconteceu das duas últimas vezes que a T. cozinhou algo de especial para mim. Da primeira vez, foi um frango assado no forno que, por eu chegar a casa já em cima das 22h, ficou (na opinião dela...) demasiado cozinhado. Para mim estava delicioso e comi quase metade ali na hora, como se não houvesse amanhã.

Ontem cheguei a casa já perto das 21:30 e o empadão que ela tinha feito estava no forno por forma a manter a temperatura. E estava TÃO bom... Hoje, que não tenho tempo de ir almoçar a casa, trouxe o que restou. Que se f*** a cantina hoje. Especialmente depois de olhar para o menu e ler que ia ser isto...

Não é dos piores dias mas... MARMOTINHA? WTF?!?!

2014/04/23

A montanha pariu um rato...

Afinal o Ahrens chama-se é Nuno...

A família Kapinha Teixeira está neste momento no sofá da sala a rebolar de riso e a dizer "São mesmo bambis"...

2014/04/22

Notícias da Socialite

Olá meninos e meninas, chega-vos em primeira mão a primeira edição do "Notícias da Socialite". O tema de hoje não podia ser mais Socialite e mais em primeira mão. O bebé do Kapinha e da Mafalda Teixeira, o famoso bebé Mimikas, já nasceu e chama-se Ahrens Teixeira..

Realmente, tenho que dar os parabéns à família Kapinha Teixeira pela coerência. Aqui há umas semanas, foram capa da Nova Gente e todo o Portugal ficou a saber que iriam ter uma criança com um nome (passo a citar)  "(...) sem acentos e cedilhas. Tem que ser um nome a começar por uma letra a meio do abecedário para não ser o primeiro nem o último a ir ao quadro, que seja um nome único, original, fácil para os miúdos dizerem mas que não seja motivo de chacota. (...) Tem de ser um nome fácil de dizer noutra língua porque vai ser uma criança muito internacional, tem de ser curto de preferência só com duas sílabas e gostava que começasse por K".

Comecemos do fim para o princípio. Como é que se chama a criança? Ahrens. Como se diz? Calculo que seja qualquer coisa do tipo Á-rens. Curto de preferência só com duas sílabas, confere. Gostava que começasse por K, não confere. Continuando. Nome fácil de dizer noutra língua, acho que não confere. Tou a imaginar um espanhol a dizer Á-rens. Deve ser qualquer coisa para rir, tipo Á-re-nás. Um americano/inglês vai dizer "Ei-r mudo-hens", com as devidas pausas. Um italiano deve safar-se e dizer Á-rini, mas um francês vai dizer Á-rã quase de certeza. E ainda só estou nas línguas mais comuns. 

Vamos continuar? Agora do início. Sem acentos e cedilhas, confere. Tem que ser um nome a começar por uma letra a meio do abecedário... "A" é a PRIMEIRA LETRA do abecedário. Não confere, portanto. O puto vai passar a vida a ser o primeiro a ir ao quarto, especialmente porque Abel não é um nome tão comum quanto isso e Acúrssio ainda menos. É que o N é depois do H pelo que as Anas não vão estar antes desta criança. Continuando, nome único e original... Confere. Sem qualquer dúvida. Na senda da Lyionce e da Lyiana (se é que é assim que se escreve...). Fácil para os miúdos dizerem mas que não seja motivo de chacota... Acham mesmo? Amigos, chamem a criança de Fodácea e provavelmente ela será menos gozada. Ahrens? For real? Coitada da criança. Já agora... Ahrens é nome de homem ou mulher? Não sei. Eu diria que é nome de piriquito ou divindade grega ou algo do estilo. Mas isto sou eu, que quando for pai gostava de dar à criança nomes estranhos, como Inês ou Gonçalo...

2014/04/17

Pela boca morre o peixe

Ou neste caso, a Patrocínia...

Eu sei que a língua Portuguesa é tramada e coise... Mas não havia MESMO necessidade!

Pois não?

2014/04/03

Confissões de um blogger desapontado

Durante anos, eu fui um seguidor fiel da Pipoca Mais Doce. Aqui me confesso. Nos idos anos de 2004 a 2007, quando ter blog ainda não era sinal de ser fixe ou algo assim, eu segui a Pipoca. Quando o blog dela era essencialmente a luta de uma mulher jornalista pela sua felicidade, ao mesmo tempo que ia fazendo uns comentários sobre trapos. Nesta altura, eu gostava da Pipoca, gostava da forma como ela escrevia e gostava da luta que era a vida dela.

Depois a mulher casou. Empranhou. Percebeu que a blogosfera é uma camada de tansos que estão dispostos a pagar para ela escrever a partir de determinado número de visualizações diárias. Foi esperta e, ao mesmo tempo, inteligente. E começou a fazer render o peixe. Hoje dá entrevistas, trabalha numa televisão qualquer e ganha rios de dinheiro, está sempre a viajar por todo o mundo, dois terços ou mais dos posts dela são de publicidade a marcas mais ou menos conhecidos e provavelmente é bastante feliz. Mas não me tem como seguidor. Para ela isso é irrelevante. Para mim não.

Durante ainda mais anos, fui seguidor do blog "A Maçã de Eva". Inclusivamente cheguei a conhecer duas das Maçãs. Há coisa de 8 anos que sou seguidor desse blog. Aprecio a escrita da Poisoned Apple. A maneira crua e honesta como ela escreve. Mas também ela PARECE ter o Síndrome da Pipoca. A vida PARECE que é mais fácil se formos mais ricos e tivermos mais seguidores e visualizações e publicidade. Também ela PARECE querer chegar aos milhões de visualizações no total. Também ela PARECE querer ter publicidade na maioria dos posts que escreve. Também ela PARECE que me quer perder como seguidor.

Conseguiu-o!

Das profissões

Eu estou na profissão errada. Pronto, já disse. Tenho algum jeito para aquilo que faço, mas definitivamente estou na profissão errada. Ontem fui jantar a casa dos meus amigos dentistas, com os quais não estava há mais de um ano. Para verem, têm uma criança com 14 meses que eu conheci ontem.

E porquê esta verborreia toda? Porque são dois jovens, mais ou menos da minha idade, trinta e poucos, dentistas. E que tem isso de especial? É que ontem fiquei ligeiramente deprimido com a diferença de rendimentos que nós temos. Felizmente, não vivo mal. Mas eles... Então vá. Dois filhos, um de 4 anos e outro de 14 meses. Uma casa. Uma quinta com piscina. Uma clínica dentária. Uma clínica grande (tipo centro de saúde). Dois carros. Tudo pago (ou quase).

Porque é que os meus paizinhos lindos que eu amo não me fizeram com mais jeitinho para a saúde? Com mais jeitinho para alinhar os dentinhos ao pessoal? E para fazer limpezas e meter implantes e... Eu devia ter ido para dentista, é o que vos digo meus amigos! Hoje era um homem rico!