2016/12/01
2016/11/29
Interrompemos o intervalo
Para informar que entre férias e alterações na equipa, estou a ter um mês de Novembro de loucos e não tenho tido tempo e/ou paciência para vir aqui.
Lamento.
Espero alterar isto em breve. Lá para Janeiro devo estabilizar.
Até lá, não desistam de mim. Eu gosto demasiado de bloggar para isso.
2016/11/11
Mais um que foi cedo demais (apesar de tudo)
Este ano está a ser inacreditável... Já para não falar no meu primo há duas semanas, este ano morreram três dos meus ídolos musicais da adolescência. Primeiro o Bowie. depois o Prince e agora o Cohen. Já se tinha ido o Kurt Cobain, o Freddie Mercury e o Layne Staley dos Alice in Chains. Acho que daquela década estão a faltar o Mike Patton, o Eddie Vedder, o Dave Matthews, o James Hetfield e o Chris Cornell.
Long Live Cohen, at least in our memories!
2016/11/10
2016/11/09
2016/11/03
Mais uma estrela num céu já de si composto
Eu tenho um primo com 24 anos no último ano de Medicina. Esse meu primo "enclausura-se" em casa duas vezes por ano, na altura dos exames. No final do 6º ano de Medicina, enclausura-se uma última vez para estudar para o exame final, aquele em que escolhe a especialidade. E não sai da clausura. A 15 dias do exame, o corpo dele falha e, durante o sono, o meu primo tem uma Paragem Cárdio-Respiratória fatal.
À pergunta porquê, responde a autópsia com um "Inconclusivo" que nos martela a cabeça e nos deixa ainda mais indignados. Não há causa física para um miúdo de 24 anos que não fuma, não se mete em drogas, bebe socialmente e passa a vida em viagens a sítios recônditos com os amigos a fim de fazer voluntariado (e divertir-se nos entretantos) a salvar vidas, morrer de repente. Que tinha aquele sentido de humor sarcástico e negro que eu tanto adoro e já não o vou poder ouvir. Que na palavra dos amigos dele era o motor das noitadas de estudo e que estava sempre pronto para ajudar em alguma coisa e já não vai poder fazê-lo. Que deixa uma namorada também ela finalista de medicina num caco.
Não há culpa, no meio disto tudo. Nem eu a procuro. Mas há muita indignação. Muito desconhecimento. Muita surpresa. E muito choro. Ontem,
aos 35 anos de vida, chorei pela primeira vez num funeral. Já enterrei 3
avós, um padrinho e alguns amigos. Mas só neste verti (muitas) lágrimas,
pela injustiça.
E caso pudesse, ele ia escolher Psiquiatria. Não me admira, antes faz
todo o sentido, olhando para a personalidade, o humor e a paciência para
a família que ele tinha. Perdeu-se um excelente Psiquiatra. E o céu ganhou uma
estrela mais brilhante.
Medicina não pára...
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